Eu vou votar. Nem preciso explicar em quem vou votar. Ou preciso?

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Este blogue não é político. Por vezes venho aqui escrever umas postas de pescada sobre a situação política. São umas postas de pescada número cinco, do chile, branquinhas e bem jeitosas mas que valem o que valem… por assim dizer. Não passo de um português, com a opinião que me deixam ter. Por outras palavras, vou tentando perceber o que se vai passando na sociedade portuguesas mas tenho consciência que só devo saber da missa a metade, que só tenho conhecimentos daquilo que me deixam conhecer. É triste que assim seja. Sou apenas um entre muitos mas gostava de poder ter acesso à informação. Aquela verdadeira informação, a que interessa e não a das revistas corderosinha… A sério, muito a sério, eu gostava que os nossos jornalistas fossem ao fundo da questão e não estivessem amarrados aos interesses dos seus empregadores… É esta a sensação que eu tenho e, pelo facto de aparecerem algumas notícias avulsas e reveladoras, não quer dizer que haja mais independência no jornalismo português. Claro que os jornalistas não são os culpados da situação em que nos encontramos, era o que mais faltava, mas poderiam contribuir para uma maior moralização da vida portuguesa se escarafunchassem onde deviam…

Esta conversa toda porquê? Assim do nada? Porque me aborrece ter de assistir a esta campanha eleitoral. Os putativos candidatos andam todos preocupados com a politiquice nacional. Todos, menos uns quantos, a desancarem no paspalhão, sim, o paspalhão mais a paspalhona Deneuve, que nos governam e não querem virar o discurso para a europa (com letra pequenina porque não merecem melhor!). Esta europa que não foi, não é e não será solidária. Que é impiedosa com os mais fracos (sim, somos fracos porque temos fracos governantes) e que não hesita em tirar proveito desta nossa fraqueza, fazendo um negócio escandaloso com os juros que recebem dos empréstimos que nos concederam… para salvarem os bancos deles… enfim, muita maldade foi exercida por quem decide os destinos desta europa dita unida.

E este discurso faltou na campanha eleitoral.

Não tenho bem a certeza mas acho que o parlamento europeu de pouco serve. Imagino-o à semelhança do nosso parlamento, onde uma grande parte dos que lá se sentam não produzem rigorosamente nada. Produzem umas aclamações e batem umas palmas quando os seus superiores mandam uns bitaites e pouco mais fazem. As leis, propriamente ditas são elaboradas nuns gabinetes manhosos, ligados a este ou àquele interesse que depois aparecem como legislação produzida no âmbito da governação… trágico mas é a realidade. Quem nomeia o pessoal que vai para esses gabinetes, comissões e o que lhe quiserem chamar, são as maiorias que têm acento nos parlamentos. Cá como lá, é igual, sem tirar nem pôr.

A maioria da assembleia portuguesa já nós sabemos que vamos ter que a gramar até à data de novas eleições legislativas (consta-se que serão em dois mil e quinze…) mas as eleições para o parlamento europeu são já depois de amanhã. Vamos ter a oportunidade de poder lá manter aquele conjunto de pessoas que acham que esta europa está fixe, que está para as curvas, se as curvas continuarem no mesmo lugar e a viatura continuar a ser de alta cilindrada pois os utilitários adornam muito e não há pachorra para enjoar… vomita-se… suja-se tudo… e fica um ar pestilento que não se aguenta.

Eu acho, mas isso sou eu achar, que aquela senhora alemã, que costuma usar um casaquinho vermelho igual ao do outro, o de bigode estranho, deveria ser posta na linha. Se gosta das coisas à maneira dela, tudo bem, eu compreendo, mas também acho que ela deveria mandar só na terra dela. Por lá, são todos muito mais compreensivos com ela, com a maneira dela pensar e agir. Fiquem com ela, com os seus belos carros e maquinaria porque eu, um pobre português sem grande capacidade económica, se tiver que comprar qualquer coisinha para a economia do meu lar… não vou comprar, de certeza absoluta, um produto alemão. Não vou, e qual é o problema? Até posso pagar mais um pouco por outro produto qualquer mas… alemão…. nah… de certeza absoluta! Quero que a senhora se vá catar…

Tirando este momento pouco saudável, de verdadeira xenofobia racial… gostava que soubessem que aquele receio, verdadeiro receio, de que as minorias racistas crescessem nestas eleições europeias foram um verdadeiro logro. Ainda bem. Sou sincero. Não é bom andar para trás e esses partidos neonazis que concorrem a estas eleições são um verdadeiro passo atrás. Não é por aí que conseguimos acabar com as desigualdades nesta europa.

Mudar a actual maioria do parlamento europeu, seria bom.

Por esta e outras razões, eu vou votar nas eleições para o parlamento europeu. Podia não o fazer. Ninguém me obriga e não me sinto minimamente obrigado ao que quer que seja. Vou estar todo o dia numa mesa de voto. Também não é pelo facto de lá estar todo o domingo que me sinto na obrigação de ter de votar. Nada disso. Vou mesmo votar porque me aborrece pensar que a senhora (que poderia ter um bigode parecido com… a mãe…) mesmo antes de saber os resultados da dita cuja eleição já se achar no direito de poder decidir quem vai ser o sucessor daquela coisa portuguesa que andou por lá dez anos… a encher a pança…

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