Eu vi o meu jogo.

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Muito se tem falado de bola. Tenho de confessar que vi o jogo. Estive quase para não ver. À hora do início do jogo estava a dormir e, se não fosse a minha rica senhora a acordar-me, desconfio que só despertava para a vida já o jogo teria terminado. Mas acordei mesmo a tempo de ver o primeiro golo dos primos do nosso primeiro. Dizem por aí que, até essa altura, a equipa portuguesa estava a jogar bom futebol. Dizem! Eu não me acredito que tenha sido a partir daí que passaram a jogar daquela maneira deprimente… E lá fui vendo aquele joguinho português, sem consistência e completamente impotente perante aquela equipa… potente…

Aquele mito de que o futebol alemão é meia bola em força e sem técnica… acabou e os alemães, se não tiverem cabeça fria (o que por aquelas bandas é difícil de vir a suceder) ainda acabam por ficar uns autênticos “brinca na areia”, tal é a qualidade técnica/pezinhos que têm vindo a evidenciar.

Mas pronto, lá estava eu, sentadinho no sofá, ainda a bocejar quando surgiu uma alteração radical no meu aborrecimento. E não! Não foi a idiotice daquele jogador de futebol português, com o cabelo encaracolado cheio de gel brilhante, que só podia estar, mais uma vez, possuído pelas forças maléficas do universo… e que lhe valeu a oportunidade de poder tomar banho sozinho e, assim, poder estrear aqueles balneários novinhos em folha, que devem ter sido caríssimos… Isso sim, foi um momento único, mágico, que mais nenhum outro jogador português vai conseguir alcançar… qual Ronaldo, qual quê…

Mas não foi esse o meu momento! Aliás, os meus momentos são de outro campeonato. São do campeonato das coisas boas e simples da vida. Voltando, portanto, ao sofá… estava eu entediado com tanta criatividade do jogo português… quando, de repente, sinto uma luminosidade intensa a irradiar das minhas costas (sim, o sofá não está encostado a uma parede), com uma intensidade tal que não me deixou outra alternativa senão ter de me voltar para perceber o que se estava a passar. Queria saber o que era. Quem era…

Era a minha rica senhora! A minha rica senhora aproximava-se, lentamente, carregando um tabuleiro (poderiam ser rosas…) donde exalava um perfume maravilhoso. Tinha preparado uns cogumelos, salteados e muito bem parecidos… acompanhados de umas azeitonas, um pão gostoso e, surpresa das surpresas, o belo do vinho branco, maduro e geladinho.

E foi assim. Ali ficamos os dois, à conversa, saboreando o que de bom a vida nos pode trazer e, de vez em quando, lá íamos espreitando o joguito… Para nós foi um fim de tarde perfeito, para outros… nem por isso… mas essas são outras histórias de embalar.

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