Confesso que a imagem deveria ser outra! Deveria ser eu, a aparecer! Eu acho!

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Ainda não estou de férias. Está quase! Tenho mais serviço de exames e uma papeladas a entregar e depois… vou apanhar nevoeiro para a praia. Hoje choveu, pelas sete horinhas da manhã estava a chover… depois passou. Tal e qual a minha estupidez… vem e vai sem eu me aperceber…

É a vidinha que temos e… merecemos.

Não tenho vindo muito para estas bandas. Confesso que não tenho vindo porque não tenho assunto para me queixar… Ultimamente tem sido muito queixume. Ah… coisa e tal, a vida está difícil… ninguém gosta de mim… Está a ficar repetitivo e deixei-me disso! Por outro lado, nada disso é verdade! A vida corre mesmo bem… sou muito querido por todos. É um desafogo financeiro a que não estou habituado e os projectos para um futuro melhor não param de chover… A vida corre bem. Não tenho palavras.

Por assim dizer…

Estou sentado no escritório, à secretária, numa verdadeira cadeira de pau (à antiga portuguesa, por assim dizer) mas muito confortável para estas pobres costas de um quase sexagenário (pronto, lá vem o queixume…) e sinto-me nas nuvens. Sim, nas nuvens! Passo a explicar: Apesar de estar a preparar um caril, cheio de picante, côco e mais umas cenas, estou aqui a escrever. Claro que, para fazer tudo ao mesmo tempo, preciso de me sentir estimulado… e não é nada de estímulo sexual (lembrem-se que sou quase um sexagenário…) bem pelo contrário, gosto de me sentir um rapaz simples, com gostos simples e nada complicado (ia dizer complicativo… mas achei que a palavra não existia…), que gosta dos prazeres simples da vida. E é verdade! Eu gosto dos prazeres simples, que a vida faz o favor de nos fazer chegar até à nossa presença.

Gosto!

Gosto de estar no meu escritório a escrever quando os três elementos do sexo feminino, que habitam nesta mesma casa, saíram para ir fazer um não sei quê de importante, a pé e me deixaram tranquilo o suficiente para conversar com três dos meus amigos escoceses que, lavados em lágrimas, me suplicaram que lhes oferecesse umas batatas fritas do Ikea, duras como cornos e capazes de vergar o mais corajoso dos vikings…

É por estas e por outras que eu não me posso queixar da vida.

Está a ser um fim de tarde inexplicável…

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