Não havia necessidade. É apenas o segundo dia de férias.

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Por vezes, e somente algumas vezes, consigo olhar para trás. Olhar para a minha vida passada. Consigo ter a capacidade de pensar a vida que me passou pelas mãos. É pouco? É muito? Não sei responder. Apenas consigo perceber o que se passa na minha vida, que é minha e não interessa a mais ninguém!

Faz sentido pensar na nossa vida? Faz sentido acharmos que a nossa vida é assim tão importante? Duas perguntas e duas respostas divergentes.

Sim! Faz todo o sentido pensarmos na nossa vida.

Não! A nossa vida não interessa nem ao menino Jesus em palhas deitado.

E andamos nisto!

O tempo suficiente para percebermos que somos TODOS pequeninos, muito pequeninos, por muito tacão alto que consigamos (lê-se com o “a” aberto…) enfiar por debaixo dos pezinhos sensíveis.

Não, não adianta nada querermos parecer uma outra coisa. Uma outra coisa que não somos nós! E porquê? Porque não adianta mesmo nada e, basicamente, não interessa minimamente ao menino Jesus (sim, esse mesmo, o que foi referenciado mais atrás… e que, por estar em palhas deitado, mereceria mais um pouco de atenção e carinho).

Procurando encontrar um pouco mais de lucidez.

Vou escrever um grande, muito grande, parágrafo sobre a minha vida. Vai ser entre parêntesis, pode ser?

Aqui vai, aqui começa:

(…)

Pois, queriam um parágrafo com alguns centímetros e grosso?

Ainda por cima em parêntesis…

Pois, mas eu não gosto de me sentir constrangido por um parêntesis qualquer.

A minha vida flui. Portanto, é fluída. Nunca poderia ser constrangida, na verdadeira acepção da palavra. Não de uma forma sistemática. Apesar de poder pensar que constrangidos todos nós somos… mas, de forma sistemática e frustrante, não acredito que haja quem goste. Se calhar até os há, se calhar, mas eu não me identifico nada com essa gente. Eu gosto de pensar que sou um espírito livre, daqueles espíritos que gostam de pensar que o mundo é justo e que, na altura certa, sabe compensar quem é bom. Quem anda neste mundo para viver a vida e não quem anda neste mundo para se satisfazer. É uma grande utopia, eu sei. Quase que poderia dizer, aqui, agora e neste momento, que choro a toda a hora com aquilo que vejo e com tudo aquilo que vivencio. Seria um exagero? Se calhar! Mas eu sou moço de exageros. E também sou moço para não conseguir meter tudo num parágrafo, com ou sem parêntesis! Foda-se, que esta vida não tem que estar confinada aos parágrafos e aos parêntesis de quem se acha por bem mandar uns bitaites.

Estou cansado desta vida. Estou cansado de ser um imbecil. Estou cansado de acreditar que posso mudar o mundo e, acima de tudo, estou cansado por saber que tudo vai continuar na mesma e que, um dia, quando eu vou morrer o mundo continuará o seu percurso, inalterável.

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