Depois de férias…

PixMix512-img03

Faz tempo que não aparecia por estas bandas. Estive de férias e, para ser sincero, apetecia-me estar longe de tudo aquilo com que tenho contacto durante todo o ano. Eu sei. É difícil deixar tudo longe, bem longe, que me permita sossegar um pouco. Mas vai-se tentando. Pelo menos eu vou tentando esquecer que faço parte deste mundo.

Estou aqui a escrever, depois de tanto tempo afastado, com uma dor chata num dedo. Queimei-me no forno quando resolvi virar o franguinho que nos espera… Há coisas que por muito que eu queira esquecer… não consigo… e vou ser o cozinheiro da casa até ao final dos meus dias. Não é uma coisa que me importe de fazer pois até gosto, agora ter sempre aquela preocupação… é que me cansa…

Mas não foi para me queixar que eu vim cá escrever. Para me queixar, vou ter o ano todo à minha frente.

Está-me a apetecer fazer um balanço deste mês. O que fiz, o que vivi, o que não fiz e o que não vivi. Parece-me coisa simples. Bem, será simples se conseguir dividir o assunto por vários dias. Não é líquido que a ordem seja a mais verdadeira. Tenho tendência em adulterar qualquer tipo de ordem, não sei muito bem porquê… mas não me sinto nada mal  quando decido fazer aquilo que me vai na alma.

Como também não é líquido que o assunto seja muito interessante. Por vezes é interessante… mas a maioria das vezes, das outras vezes, não é nada interessante. Digamos que a maioria dos assuntos que eu resolvo abordar são conversa de chacha. Se eu escrever que a acompanhar o franguinho que está a assar seguem umas batatinhas assadas e uma couve branca salteada em vinagreta… vão achar que esta é mais uma daquelas conversas de chacha. E é! Mas é disso que eu gosto. Eu sei que é um problema que já vem de longe, ou não fosse eu um moçoilo com cinquenta e três anos feitos. Não vai haver maneira de mudar!

Mudando o tema.

Neste verão, fomos até ao Algarve. Fomos de carro. Temos um carro que leva tudo e mais alguma coisa. Leva-nos a nós os quatro mais a tralha descomunal que conseguirmos lá enfiar. Estou muito contente com o meu carro. Não é que eu ligue muito a carros. Aliás, não percebo nada de carros. Gostava de perceber alguma coisita, que me permitisse fazer alguma conversa em determinadas alturas… mas não percebo nada. O meu sonho de carro (correndo o risco de me tornar enfadonho com as repetições) é o Fiat Panda. Adoro o Fiat Panda, em todas as versões feitas até hoje! Não sei se é um fetiche meu, nem consigo explicar o porquê desta paixão… mas sei que estou proibído de comprar um… porque o Fangio cá de casa acha que o Fiat Panda é fraquinho. Fraquinho? Aquilo é uma máquina. Uma máquina locomotora. Capaz de nos levar ao fim do mundo. Enfim, não percebo!

Mas voltando ao carro. O nosso carro (o que leva tudo mas que não passa de um carro) é um Qasqhai. É um Qasqhai a sério. É um Qasqhai a gasolina. Ah pois é! A gasolina! Há poucos em Portugal. E tenho pena que assim seja. Porque o carro é bom. Para quem gosta de carros e é taradinho por pormenores do género disto e daquilo… se calhar, o Qasqhai a gasolina não é grande coisa. Para mim, que não percebo nada de carros, fico muito contente pelo facto de ter ido até ao Algarve ( e vim para cima…) muito confortável, com a tralha toda (que pesava umas boas centenas de quilos) e tudo isto com um consumo de seis vírgula cinquenta e cinco aos cem quilómetros! Sim, aquele motor Japonês não gastou mais do que isso. Foi a cento e vinte/cento e trinta, foi, mas eu não ando a mais do que isso e por isso fiquei super contente com o gasto. Temos um belo carro, é o que é!

Deixar uma resposta