Mas também gosto muito de mim (Exemplo de como não se deve iniciar uma frase).

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As pessoas são todas diferentes. Tão diferentes! É um assunto recorrente! Não levem a mal por me repetir mas não consigo deixar de pensar que a minha verdade vale o que vale. Ou seja: muito pouco. O que para mim é importante pode não o ser para mais ninguém. Mas todos nós gostamos de ser ouvidos. Todos nós gostamos que nos considerem importantes… inteligentes… imprescindíveis e, no geral… boas pessoas. Adoramos ser boas pessoas. Quando dizem mal de nós… é um ver se te avias de má disposição… Podemos até dizer que quando nos insultam é sinal de que mexemos com alguma coisa… e que o insulto é do lado em que dormimos melhor (a expressão não será bem assim mas dá para perceber…) ou também podemos encontrar o melhor ar desinteressado mas, bem lá no fundo, ninguém gosta de se sentir maltratado.

Por norma, não sou conflituoso. Lido com alunos jovens e se fosse conflituoso estava bem, como hei-de dizer? estava bem… lixado se  entrasse numa sala de aula com esse espírito. Apesar de gostar de fazer as coisas como pretendo e entendo que devem ser feitas, deixo sempre uma margem (larga) de manobra para nunca me deixar encurralar nas minhas relações humanas. Gosto de contribuir para ultrapassar problemas. Sou um merdas, portanto. Gosto de ter trabalho ou, de outra forma, gosto de me dar ao trabalho de encontrar uma solução para determinado problema. Numa sala de aula? Não é fácil!

Mas eu sou um privilegiado. Não sou um professor nem de Matemática nem de Português ou de qualquer outra disciplina exacta… com fórmulas ou palavrões impronunciáveis…

Tenho outras obrigações. Ninguém nos ouve se não formos ao encontro das suas necessidades. E eu gosto de ter uma atitude intimista. Gosto de usar um tipo de linguagem que não é imediata. Gosto de usar a linguagem do meu corpo. Gosto de baralhar para tornar a dar. Quem me ouvir até poderia cair no erro de me achar um génio. Não sou, e com esta idade… nunca serei… mas gosto de ter a mania… Quem me ouve pode pensar o que quiser. Pode, lá isso pode. No entanto, se eu conseguir acrescentar uma migalhinha, que seja, na sua vida… posso querer melhor? A mim chega-me, basta-me, por assim dizer…

Voltando ao início do texto.

Somos todos tão diferentes. E ainda bem. Se todas as pessoas pensassem como eu… eu não poderia ser como sou… tinha de ser uma outra coisa qualquer… É aquele discurso idiota e redondo mas que eu tenho necessidade de repetir para nunca me esquecer como sou pequenino e que não sou mais do que os outros. E gosto muito dos outros.

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