A todos, um bom Natal!

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O tempo passa muito rapidamente. Nem damos conta que ele passa, assim, de repente. E de quando em vez lá nos lembramos de pensar no assunto. Eu confesso que tenho a mania que penso em assuntos. É oficial: tenho a puta da mania. Não devia escrever palavrões, certo? Eu sei! Fica mal! Um professor a escrever palavrões… Pronto, para além de assumir que tenho a puta da mania, também vou assumir que um palavrão por dia, nem sabe o bem que lhe fazia! Não quero saber. Não estou a trabalhar e este local… mal frequentado… é de livre acesso e só vem cá espreitar quem quer, por isso, quem achar que eu tenho mesmo a puta da mania e não conviver graciosamente com o assunto… já sabe…

Mas voltando ao início, que eu sou rapaz para me deixar levar por futilidades e por isso tenho de me manter atento, o tempo passa muito rapidamente e a nossa vida vai ficando para trás. Todos nós achamos que as nossas vidas têm um valor inestimável. Que as nossas vivências são um património… da humanidade… Achamos isso e muito mais. Somos até capazes de achar que para além da nossa vida… não existe qualquer tipo de vida interessante neste planeta…

Quando chegamos a este ponto ou quando começamos a ouvir umas vozes estranhas que nos dizem ao ouvido que os outros são todos uns malvados e que não nos compreendem, aí é preciso refocalizar. Refocalizar é uma daquelas palavras que, com toda a certeza, têm uma designação qualquer na língua portuguesa ou, pura e simplesmente, não existem, o que vem a dar no mesmo.

Tudo isto para constatar que a minha vida está a caminhar para uma outra realidade. Não será bem uma twilight zone… Será, talvez, um patamar de escada com vista privilegiada… Começo a perceber e a procurar o que é, realmente, importante nesta vida.

Também não me vou esticar muito sobre o que é importante… pois cada um saberá lá chegar pelo seu próprio pé… mas sempre posso adiantar que ter saudinha é importante… E não, não estou a ficar com a mania de me tornar saudável. Apenas tenho, e só, a puta da mania, mais nada! Que fique bem claro!

Para quem ainda não se apercebeu ou não sabe, este post é sobre o Natal. O verdadeiro espírito natalício.

Como assim? Espírito natalício?

Não se percebe a relação…

Pois não.

É a partir daqui…

Sim, eu sei que se aproxima o Natal. Aquela data em que se comemora o nascimento de Jesus Cristo. É uma data complicada (sim, tal e qual as relações de adolescentes e menos adolescentes que se dão a conhecer na rede social da moda). Eu não gosto de festejar aniversários. Não gosto de festejar o meu aniversário e muito menos o de uma pessoa que eu não conheço pessoalmente e com quem nunca tive a oportunidade de falar ou de trocar umas impressões. Pronto, consta-se que era um homem às direitas, cruzes canhoto, que sabia o que era importante na vida. Tudo bem, eu até consigo perceber a sua importância mas… não gosto de aniversários… é uma coisa que me aborrece. (Por acaso, tenho de torcer o rabo da porca (que sou eu) porque festejei um aniversário meu (o quinquagésimo) e adorei mas foi caso único). Tirando esse, festejo os aniversários das minhas filhas porque são crianças e assim tem de ser mas também “festejo” todos os dias que passo com elas. Aliás, os progenitores de crianças acabam sempre por levar uma vida muito diferente daquela que tinham em vista… digamos que as crianças ocupam um espaço enorme na vida das pessoas que cuidam delas e as amam. O Natal ocupa a mente das crianças e o espaço dos progenitores.

Saber dosear esta ocupação toda é o verdadeiro segredo da felicidade…

Por estas e por outras, este ano, o Natal vai ser diferente. Vai ser espartano. Digamos que nos vamos limitar ao essencial da quadra festiva. Uma ceia da Natal saborosa, com boa disposição e no quentinho da lareira. Nos tempos que correm é um privilégio. E por aqui me fico.

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