Não saiu bem, o raio do texto. Não era bem isto, que eu queria dizer…

Natal

Eu, eu e eu e só depois eu!

Porque não?

Estou cansado de ser menosprezado.

Não tenho aquele feitio de explorar até às últimas consequências os meus actos e as minhas atitudes. Não acho piada. Pronto!

Não é que não saiba como se faz. Só uma pessoa muito distraída é que não chega lá. Não é o meu caso. É mesmo porque acho pouco honesto. Honesto comigo, porque o conceito de “honestidade” “vareia” muito… e eu sou rapaz para variar mas… organizadamente…

Tirando estas variações… volto a pensar na minha vida.

Não lhe tenho achado muita piada.

Não sou um rapaz modesto. Eu sei que pareço um desgraçadinho, inactivo, que se deixa levar na onda. Sim, muita gente acha que eu sou inofensivo. Mas não sou. Aliás, não sou nada modesto, modéstia à parte. Por vezes consigo roçar (e esta é uma daquelas palavras que me fazem lembrar a minha adolescência…) o convencimento. O convencimento total. Aqui para nós, que somos vinte e três (média diária de visitas do blogue nos últimos quatro meses…) eu posso confidenciar que, na maior parte das vezes, consigo adivinhar o que me vão dizer… por uma única razão… se me perguntarem alguma coisa já sei a resposta que tenho de dar… e assim não tenho grande trabalho. Um preguiçosão convencido… uma nova espécie, em vias de auto-extinção…

Já que estou com a mão na massa, sempre posso acrescentar que também tenho um outro lado, que nasce dentro de mim… ligado à indústria dos interruptores… no meu caso dos interruptores virados para cima, e não, isto não está relacionado com a perspectiva sexual do interruptor virado para cima… (que eu já caminho para velho…) mas, e já que estamos a falar de assuntos relacionados com a electricidade, estou sempre com a tomada ligada à corrente. Muito dificilmente estou sem energia. Aliás, só mesmo quando estou doente, é que a corrente não passa e, nos meus quase cinquenta e cinco anos, foram poucas as vezes em que estive completamente em baixo…

Queriam um texto mais convencido? Não me parece. Eu consigo pensar assim. Ok, só o confesso às vinte e três pessoas mais assíduas da minha vida, e daí?

Pois, pareço uma criatura horrível, não é verdade? Acredito que sim, mas este lado estapafúrdio é o que me mantém acordado para a vida. Os restantes e antigos visitantes visitantes do blogue não precisam se saber destes devaneios “convencionistas”… sempre ficam com aquela imagem de mim, institucional, de rapaz equilibrado e de bem com a vida…

Tudo tretas.

E queriam uma fotografia duma rapariga jeitosa, com um rabo grande (como eu gosto) e a ocupar demasiado espaço na publicação?

Queriam?

Pois, também eu queria muita coisa e ando aqui, enxuto e com este lindo corpinho a marchar…

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