Hoje tive uma manhã descansada…

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Na nossa vida temos tantas coisas para controlar.

E outras tantas em que nos sentimos controlados.

Uma verdadeira canseira.

Lentamente vou perdendo a capacidade de saber lidar com as situações que me exigem controle. Começo a falhar e não gosto nada disso. Sem querer começo a desistir de assumir o controle das situações. E não, não quero ser mal interpretado, não sou uma pessoa controladora no sentido de querer saber tudo ao pormenor. Então da vida das pessoas é que não sou mesmo. Não me parece que deva tentar controlar a vida de outras pessoas. Estou muito longe disso.

Aliás, a palavra controle é uma verdadeira cretinice. Ninguém controla ninguém, ponto. E quem me vier com a conversa contrária, eu ouço… mas não aturo… Por isso, a palavra controle não faz sentido. Pelo menos para mim. E, se por acaso, acho que a posso utilizar apenas gostaria de a aplicar em relação a mim. Sou o único ser humano que consigo controlar… ou pelo menos gosto de acreditar que sim, é possível controlar a minha existência. Sim, é possível…

Chegado aqui, tenho de substituir a palavra controle por outras palavras: atenção; perspicácia; vigilância; alerta; sensibilidade; cuidado… são todas palavras que me fazem sentir que a vida deve ser vivida em grupo e que é necessário saber lidar com as mais variadas formas de pensar e de estar…

Realmente, o raio das palavras fazem-me pensar assim mas… depois… é tudo muito cansativo…

Eu vivo em grupo… todos vivemos, não é verdade?… e cada grupo tem as suas manias… as suas especificidades… para ser mais comedido…

Enquanto vou ouvindo isto, vou pensando no meu grupo… o mais restrito… o de cá de casa…

Não é um grupo fácil! Cada elemento do grupo tem a sua personalidade. Nada de novo. E cada um tem as suas taras e manias. Também não estou a acrescentar nada de novo.

Então? Qual o problema?

Problema?

Porque é que tem sempre que existir um problema quando se fala de um assunto?

O meu grupo não tem problemas. Pelo menos daqueles problemas difíceis de resolver. É um grupo como tantos outros, que existem por esse mundo fora. Nem melhor, nem pior… É apenas mais um…

Então? Qual o problema?

Problema? Outra vez?

Apenas estou a abordar o meu grupo restrito.

Pronto, o meu grupo tem problemas de funcionamento. Como sou o mais velho, tenho direito a assumir que o primeiro de todos os problemas é meu. Por uma questão de hierarquia… Como sou o mais velho também já ando por esta vida há mais tempo a arranjar problemas. É normal que assim seja…

Quem tem um grupo, do mesmo género que o meu sabe que não é nada fácil viver dentro dele, em harmonia. As crianças exigem muito de nós. Elas existem… e não deixam espaço… e por vezes, a maioria das vezes, levam-nos ao desespero…

Se eu nasci para viver dentro de um grupo destes? Provavelmente não! Acredito mesmo que não fazia a mínima ideia do que me esperava. Aliás, acho mesmo que, antes, ninguém consegue imaginar naquilo em que se vai meter…

E depois pensar que eu tenho vida própria…

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