Segunda feira, vinte e oito de março de dois mil e dezasseis, e chove, chove muito.

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Hoje fui  levantar os resultados das análises que fiz na semana passada.

E porquê fazer análises? Nesta altura? A propósito de quê?

Porque vou fazer cinco cinco e a última vez que olhei para mim foi quando fiz cinco zero.

Já lá vão uns anitos, portanto.

Para já, vou continuar com esta ideia de ser de cinco em cinco… mas já estou a chegar a uma altura da minha vida em que não sei não…

Mas isso logo se verá!

O que me interessa hoje são os resultados dos cinco cinco.

E os resultados não podiam ser mais animadores.

Quero dizer: animadores à luz de um ignorante no que a análises diz respeito…

Vou ter que levar os resultados a um médico, como é evidente mas, passando os olhinhos pelos ditos cujos consegui perceber que não tenho um único fora da normalidade. E nem sequer andam perto do cimo e do baixo. Estão mesmo no meio.

Confesso que fiquei contente.

Não é que seja uma espécie de hipocondríaco disfarçado… porque não sou nem assumido nem disfarçado… mas não cuidava da saúde há muito tempo e sou completamente exagerado em certas coisas, digamos que gosto de comer e beber bem. Aprecio boa comida e o belo tinto, pronto, que se há-de fazer? Sou capaz de comer até não poder mais e de me fazer acompanhar plenamente de uma garrafa de tinto do Douro, a minha região preferida. O vinho tinto é uma descoberta recente. Quando praticava desporto, bebia leite às refeições… Sim, eu sei, é horrível mas era assim… Depois deixei-me de desportos e passei a beber outras coisas, muitas coisas, boas e espirituosas mas nunca me passou pela cabeça beber vinho tinto de uma forma regular…

Só por volta dos quarenta anos… vocação tardia… me despertou a vontade de começar a beber vinho tinto, talvez devido às mudanças que ocorreram na minha vida… passei a acrescentar o belo tinto às minhas amigas espirituosas… por assim dizer…

E assim se passaram quinze anos!

Sempre sem o mínimo cuidado. Acho que consegui atravessar aquela fase entre os quarenta e cinco e os cinquenta, em que muita boa gente fica esticada devido aos excessos e ao ritmo frenético, com muita vontade de viver. Claro que estas coisas devem deixar marcas, digo eu! Como ainda não as senti, comecei a achar que devia, pelo menos, saber o que quer que se passasse comigo. Confesso que pensei que poderia ter qualquer coisa avariada e que a minha vida iria ter de mudar. Se tinha de mudar, então que fosse aos cinco cinco. Sou rapaz de simbologias…

E chegamos aqui. Aos resultados vistos por um ignorante no que a análises diz respeito…

Mas, como o que conta são as primeiras impressões, é minha convicção de que a vida se faz caminhando… e por isso, hoje à noite, vou abrir uma garrafita de espumante e fazer tchim tchim que amanhã posso já não estar cá…

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