A ver vamos…

Nova etapa se avizinha com o início das aulas online. Vai ser uma nova experiência para a qual a maior parte dos alunos e professores não estavam preparados e que vai exigir uma dose enorme de bom senso porque os condicionamentos técnicos vão ser constantes. As experiências que se foram realizando ao longo destes dias foram úteis para se perceber que é impossível dar uma aula inteira online. Terão de existir pausas, o chamado trabalho assíncrono para que as tarefas possam ser realizadas offline pelos alunos e retomadas mais tarde para correcção e discussão das matérias. A ver vamos…mas que não vai ser fácil, lá isso não vai.

Nos entretantos fui descansando, dentro do possível porque a cabeça, nestas circunstâncias, não pára e é necessário conseguir encontrar algum equilíbrio para não ficarmos todos chéchés. Cá em casa somos quatro. Não é fácil encontrar algum sossego com duas adolescentes em casa. Felizmente elas, à semelhança de grande parte dos adolescentes deste país, viveram este período mais pela calada da noite. A vida delas tem vindo a começar quando a minha acaba. Vou para a cama relaxar e de seguida dormir e é quando elas começam a bombar, naquelas tretas de adolescentes… e depois? Depois, tenho dormido que nem um cuco e acordado cedo, bem cedinho, pelas sete da manhã e é o silêncio, silêncio absoluto. É nesta altura do dia que mais me rende. Leio ou vejo uns episódios das séries que ando a ver. E ultimamente ando a ver muita coisa HBO Europe. Séries fora da americanice do costume. Vi uma Israelita, uma Sérvia e uma Checa. Gostei muito, completamente diferentes no ritmo, na fotografia e no enredo. Depois vi uma sobre a vida do Saddam, estou a ver The Deuce e ao mesmo tempo vou vendo Tiger King. Tenho para uns tempos. Tirando isso, vou mantendo a forma física com abdominais, agachamentos e flexões, trinta de cada e chega, antes do banho. A treta da forma física é uma expressão de auto-convencimento porque o físico já está na fase descendente e não vou ser nenhum Sandokan, cheio de músculos. Se na juventude nunca quis trabalhar esse lado, por opção, agora, nem que quisesse a coisa lá ia. Mas convivo diariamente com o assunto de uma forma pacífica.

E lá vai passando a minha quarentena, igual a tantas outras, com música assim e assado. Fiquem bem.

Deixar uma resposta