Era para ser uma crónica. Era.

Porque será que me lembrei hoje, logo hoje, de escrever? Por ser dia 13, número do azar? Por ser dia 13 de Maio, o dia mais “religioso” de Portugal? Por ser o dia 13 primo do dia 13 de março e do dia 13 de abril? Quer-me parecer que esta última hipótese é mesmo aquela que me faz acreditar que a vida existe… para além do meu mundo… Sim, este dia 13 marca a minha existência e a de muitos outros portugueses. Faz dois meses que estou enfiado em casa, como tantos milhares de portugueses.

É realmente um dia marcante mas tem sido difícil. Apesar de ser um privilegiado, tem sido difícil. E se começar a pensar a sério no assunto vou ficar deprimido, como já fiquei bastantes vezes durante este período. Tem sido frequente. As lágrimas quererem aparecer. Não deve ser só comigo. Tenho a ligeira sensação que andamos todos mais sensíveis. Mais isolados e descompensados. E mais crus. Pelo menos eu apercebo-me que sou capaz de dizer coisas… de uma forma mais crua, que podem, eventualmente, ser mal entendidas. Quem nunca? Mas nunca atingi ou ultrapassei os limites… mas não é fácil vivermos tanto tempo uns com os outros. O ser humano precisa de espaço.

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