Equilíbrio, precisa-se!

Primeiro dia de trabalho presencial. Depois de dois meses a trabalhar em casa, finalmente fui para a escola. Não quero parecer irresponsável mas estava a precisar de sair de casa para ir trabalhar. Fui na minha bela Scarabeo, com a borboleta mais velha. Os dois a levarmos com a brisa da manhã, nas calmas, a saborear a estrada. Eu sei que muito provavelmente ela ia a enviar mensagens pelo telemóvel mas como estava nas minhas costas… não vi nada… e por isso vou acreditar que ela estava no mesmo nível do nirvana que eu e que a viagem foi maravilhosa.

Chegado à escola deparei-me com um aparato de medidas que me deixaram tranquilo. Medição da temperatura à entrada, de seguida peguei numa máscara. Isto tudo à vez e com uma distância de dois metros, mais coisa menos coisa. Os alunos foram sujeitos às mesmas medidas e quando entram são logo direccionados para as respectivas salas. Sentam-se espaçadamente e quando entrei na sala ficaram a olhar para mim com a curiosidade de quem nunca me tinha visto com uma máscara… e eu a olhar igualmente para eles com ar de estranheza. Passou rapidamente. Eram os meus alunos e rapidamente quebramos o impasse. Vamos ter mesmo que nos habituar a este tipo de cuidados. Mas custa. Custa dar uma aula de noventa minutos sempre a falar. Sim, não parece, mas eu falo pelos cotovelos e não, não é phalo pelos cotovelos. Aliás, já tinha saudades de falar, falar pelos cotovelos. Como sabido e mais que sabido, cá em casa eu não tenho muitas oportunidades de dizer duas frases seguidas. Não tenho muitas hipóteses, por assim dizer, de expressar os meus sentimentos… elas não deixam.

E quando acabou lá viemos para casa, novamente montados na bela Scarabeo 500 GT, felizes e contentes, com uma bela costeleta do Barroso à espera, para depois passar pelas brasas na espreguiçadeira com uma musiquinha a condizer. Vida difícil.

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