Arquivo da Categoria: Eu tenho vida própria, tá?

E assim vai a vida-

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Já não pairo por estas bandas faz tempo. Tenho andado por outras… bandas. É assim a vida. Uns dias estamos mais virados para a acção corporal e, nos outros, é mais… envolvimento intelectual… Gosto de pensar que assim é. Que quando estou muito tempo sem cá vir escrever qualquer coisa é porque estou com mais actividade intelectual…

Na prática sou um mentiroso compulsivo. Gosto de dizer isto e aquilo. Gosto de ter opinião sobre tudo e mais alguma coisa. Nada que impressione o maior dos distraídos. Portanto. Estamos todos bem.

A fazer o amor é que a gente se entende.

Funny Animals (10)

Ou não será assim? Quem é que não se entende com quem está a fazer o amor? Haverá quem faça o amor… obrigado? Se assim for, já não é o amor. É outra coisa qualquer que não me interessa agora. Agora só quero saber do amor. Eu gosto de fazer “o amor”, gosto muito, aliás. A minha provecta idade ainda me permite fazer o amor regularmente. Qualquer dia… é dia! Também não me vou zangar com a vida por causa disso, como também não me vou martirizar a pensar num assunto que ainda não é a ordem do dia.

Agora, voltando ao amor, acho que muitos dos grandes e graves problemas do país estão relacionados com a falta de amor. Se a coisa fosse mais regular e mais libertina, tenho a certeza de que a maioria dos nossos governantes teriam uma outra visão na resolução dos nossos problemas. O nosso primeiro tem ar de quem não sabe fazer a coisa. Desculpem-me por entrar neste tipo de associações mas aquele ar falsamente angelical que ele tem não me consegue convencer, nem sequer como um sonso, capaz de tudo. Não, nada disso. Acho que deve ser totalmente incapaz mas também acho que deve conseguir convencer o conselho de ministros de que é realmente bom na coisa. Já muitas piadas e cartoons surgiram com o nosso primeiro em situações mais picantes com a outra, a franco-atiradora da Alemanha… mas todos nós portugueses, que somos um povo com um grande sentido de humor, achamos que seria uma relação que não iria dar certo. E porquê? Porque o nosso primeiro tem um ar fraquinho, que não iria dar conta do recado, como não dá, com a tal furacona (vem de furacão, para os mais distraídos)… por assim dizer… tem por hábito baixar as calcinhas… e seja o que deus quiser, que por ele também está bem…

Mas o assunto era o amor e eu já estou para aqui a divagar com assuntos menores.

Entretanto, vou fazer uma pausa. Pausa para fazer o jantar. Quiche de bacalhau, feita com muito amor. Volto daqui a pouco, se ficar bem feita…

E cá estou eu, de volta, com a barriguinha cheia. Cheio de amor para distribuir… em palavras.

E, de repente, fico sem palavras.

Fico embaraçado só de pensar que posso estar a falar de amor. Não fui educado para falar de amor. Apenas para sentir o amor. As palavras, naquele tempo, eram pesadas. Tinham um peso opressor. Hoje nem tanto. Mas são para outras pessoas que não as da minha geração. Eu continuo a ter de resolver este tipo de problemas diariamente. Tenho de fazer um esforço diário para conseguir perceber que devo amar, que devo entregar aquilo que sou a alguém. Que devo viver intensamente com esse alguém, sem reservas. É difícil. Todos os dias.

Isto tinha começado tão bem…

Quarta feira, dia vinte e um de agosto de dois mil e treze.

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O meu Reino Universal é este blogue. Aqui posso escrever o que quero. Sou eu que o pago. Pronto, é assim. Se eu fosse mesmo o Presidente da Junta também podia fazer o que quisesse. Mas não sou, o que é uma pena pois, consta-se pela freguesia, que tenho todo o perfil para andar no contacto directo com as populações… Como a vida é como é, nada mais fácil do que retornar ao meu cantinho de sempre, o tal que é pago por mim. Por estas bandas posso escrever o que me vai no Reino Universal. Tenho quase sempre o cuidado de não ofender pessoas (a não ser a nossa classe dirigente… que é inqualificável e é achincalhada por toda a gente…) mas, voltando ao assunto, que já não sei lá muito bem qual é… sempre posso explicar que a minha vai continuar e que esta minha candidatura a Presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova da Telha não me vai afectar em nada. Tenho consciência do meu papel e das minhas ambições… desmedidas… mas se conseguir acrescentar uma ideiazinha, pequenina que seja, para melhorar a vida das pessoas, então sou um homem feliz. O curioso disto tudo é que, pela primeira vez, escrevo aqui a palavra homem para me qualificar, se assim se pode dizer. Não que eu seja uma menina, mas homem? É assim um bocadito para o sério… até pareço um pai de família responsável…

Eu gosto é do verãooooooo lá li láááááááá

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Esta primeira semana de férias tem sido meio estranha. Tenho dormido a sesta. Estive com o meu irmão que veio passar férias a Portugal e deu cá um saltinho. Joguei muito spider no ipad. Fui fazer compras para as prépré adolescentes cá de casa. Fui jantar a casa da minha irmã. Fiquei com uma infecção num dente. Inchaço e dores. Comecei a tomar antibiótico (coisa que já não fazia há muitos, muitos anos). Não peguei num livro. Não posso beber uns copos para relaxar. Hoje fui à praia, com para-vento e guarda-sol. Comecei a pensar no texto de apresentação para a candidatura a Presidente da Junta de Vila Nova da Telha (para poder dizer que eu é que sou o Presidente da Junta…). Sei que amanhã vou continuar neste ritmo, lento, sem conseguir pensar em coisas sérias durante muito tempo. Mas sempre, sempre com disponibilidade para aquilo, que faz tão bem à saúde…

Em vésperas…

Não quero falar mais de lançamentos de livros. Já toda a gente sabe que amanhã se vai lançar um livro muito especial. Fiquemos por aqui. Mudando de assunto. Hoje fiz uma feijoada de tamboril, com muitos coentros. Estava boa. Bebemos um vinho branco, do Douro, geladinho. Foi uma excelente refeição, com muita conversa com as minhocas (apesar de falarem muito alto, também conversam…) e agora estamos no limbo…

Acabar o dia assim…

Muito sinceramente, acho que vou acabar o dia muito melhor do que como o comecei, apesar de ter um olho todo arranhado e vermelho, por causa de uma casquinha de comida de canário que para lá entrou há mais de quinze dias… não se deve facilitar com estas cenas… mas comigo é sempre assim… deixa andar… Vou acabar por ter que ir a um tal de lançamento de um livro com o olho à Camões… Tinha a sua piada. O humor de cão foi desaparecendo ao longo do dia, à medida que fui trabalhando, fui melhorando, muito por causa dos alunos que tenho. Agora estamos todos à espera da minha rica senhora para irmos jantar e depois, depois, logo se verá.

Começar o dia assim…

Não, hoje não vou falar de enchentes, de filas intermináveis, bebidas quentes ou lançamento de livros. Hoje não me apetece divulgar nada. Fiquemos por aqui nessa matéria… Está um dia chato, mais do que cinzento, estou com um humor de cão e ainda bem que só vou trabalhar à tarde. Pode ser que a coisa se componha e os meus alunos assim já não têm de me aturar (sempre preocupado com a saúde mental dos mais jovens…). Ainda cheguei a pensar que fosse por causa do facto de estar há dois dias sem fumar… mas achei que era um pouco de mais culpar os cigarros por este este mau humor. Coitados, eles não têm culpa nenhuma, são uns submissos que existem para darem prazer às pessoas, não têm opinião própria, são sugados e “mainada”…

A ver vamos… vou ler e pode ser que a coisa melhore.

Isto não interessa a ninguém! Outro post pequenino!

Sou um pouco compulsivo. Eu sei que é uma palavrinha depreciativa. Todos nós sabemos que assim é. Fazemos logo a associação a maluquinhos. Eu também a faço, mas nos outros. Em mim, não consigo… Mas sou. Gosto de intensidade. Não sei se nasci assim ou se fui ficando… o certo é que sou compulsivo. Por outras palavras, gosto de exageros. Gosto de ir até ao fim. Preciso de ir até ao fim. Presunção? No meio de tantos seres humanos… quem sou eu para ir até ao fim? Ninguém, eu sei, mas isso não me deixa atado e continuo a tentar ir até ao fundo.

Trilhos.

Duas sandes de presunto (do verdadeiro), uma cerveja e dois Bushmills, e cá estou eu, mais animado, é certo, e com o verdadeiro sentido da vida. É verdade. Tenho andado meio afastado das ideias… meio baralhado… também baralhado não será bem a palavra mais indicada… porque sei bem o que quero. Digamos antes que me encontro em reformulação, revisão geral ou qualquer coisa parecida. Há momentos na nossa vida em que precisamos mesmo de parar. Parar para pensar. A vida não é tão linear quanto poderíamos julgar. Nem tão previsível. Por vezes deparamos com situações que abanam com a nossa estrutura mental e, quando tal sucede, o ser humano tem a capacidade inesgotável de reformular toda a sua existência e encontrar novamente o caminho. E para a frente é que é o caminho. Bem sei que é uma daquelas máximas foleiras mas, na realidade, é esta a convicção que devemos ter. Mas a conversa está a ficar muito pesada e eu estou aqui para me divertir, por isso fiquem bem que eu vou fazer por isso.

Apetece-me assobiar… para o ar…

Não consigo deixar de pensar que as pessoas se relacionam porque são uma merda. Porque raio de carga de água é que as pessoas têm que se relacionar? Porque é que têm de falar umas com as outras? Porque é acham piada ao que as outras dizem? Porque é que gostam de trocar fluídos? E mais uma data de tralhas… Porquê? Alguém me sabe responder? Não? Também me queria parecer que é uma daquelas perguntas de um milhão de dólares… E querem saber mais uma coisa. Daquelas que me intrigam? Se as pessoas gostam tanto umas das outras, porque é que passam a vida a complicar aquilo que podia ser tão simples? Também é de difícil resposta, certo? Bem me parecia!