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Gostava de ser mosquinha.

O crisma é um assunto que vem periodicamente à baila, nas minhas aulas. Para além dos diversos temas que são debatidos na sala de aula, como é exigido pela natureza da disciplina, o crisma vem mesmo à baila. O curioso é que a esmagadora maioria já fez, ou vai fazer, o crisma, o que é realmente inovador, pelo menos para mim. Quando penso nisto fico com a sensação de que vivo noutra realidade e que estou muito desfasado da vida actual. Ou será que esta realidade é só daqui, desta cidade à beira mar plantada? Para além desta dúvida, outra me assalta compulsivamente. O que levará esta mocidade a acreditar nos valores de uma igreja cada vez mais afastada (muito mais do que eu) das realidades vivenciais da juventude? Serão os padres aqui da zona que têm um aspecto mais “convincente”? ou serão os pais que as obrigam? também se pode colocar a hipótese de mera opção, mas dessa não quero nem pensar… Enfim, é um daqueles assuntos que não interessam mesmo nada, mas que me deixam curioso. Gostava de ser mosquinha para assistir àquelas sessões (pelos vistos, preparatórias) e poder assim ouvir o que lá se diz, para conseguir entender o porquê desta obsessão pelo crisma. Mas isto sou eu, que sou curioso.

Mudando mesmo de assunto.

Mudando de assunto, que esta coisa das desgraças já chega, lembrei-me do efeito que a bela meia/collant (não sei se é assim que se escreve) faz no meu inconsciente, consciente, enfim, por todo o lado. Não consigo resistir a uma meia bem artilhada na coxa. Mexe comigo, que hei-de fazer. É o raio do bom tempo que está a fazer falta, porque com esta chuva… não há meias para ninguém e se as há, estão mais do que tapadinhas e inacessíveis à minha visão. Por isso, para bem da minha saúde mental, que por vezes depende destes pequeninos pormenores, rogo ao s.pedro que me ajude.

Palerminhas, mesmo.

Adoro uma bela coxa. Não tem que ser opulenta, nem tem que ser franganota. Tem é que ser “a bela coxa”. Isto não está nada relacionado com o tipo de mulher de que se gosta, pois não acredito em nada dessas tretas. É antes mecânico e fora do contexto. Não interessa mesmo para nada, só mesmo quando se pensa no assunto. Isto é válido para a bela coxa como também é válido para tudo aquilo que nós quisermos. Quem é que nunca se viu em situações deste género? De repente estamos a fazer, comer, rir, falar ou a achar piada a uma data de situações para as quais nunca iriamos reparar, só que, muitas vezes por motivos alheios, acabamos por achar mesmo piada.

Que dia chato.

Escrever um texto sobre um filme lesbiano, é obra. Principalmente quando o texto não pode ter música associada. Eu pelo menos não sei colocar aqui nem uma musiquinha, quanto mais uma música. E isso aborrece-me. Porque ver um filme lesbiano já é, por si, aborrecido, então sem a tal de música, ainda fica mais difícil. Não tenho muita paciência, pronto.