Arquivo de etiquetas: Até fico com pêlos no peito.

Quem cá vier parar… vai ficar triste.

Porque sim.
Porque eu gostava muito de poder oferecer qualquer coisita aliciante, mas aliciante mesmo.
O que é que acontece?
Não dou conta do recado, mesmo, como já devem ter percebido.
Isto tem muito que se lhe diga, e de repente, fiquei muito tímido, sem saber o que dizer.
Mudei para o wordpress.
Estava à espera de conseguir melhorar, bastante, o aspecto e a verdadeira performance… do blogue, mas népias, isto é bem mais difícil do que eu julgava.
Está tudo em código, ou lá o que se chama esta treta e eu não consigo, sequer, meter uma fotografia, daquelas bem foleiras.
É triste, muito triste, não saber mexer nestas ferramentas todas, ai credo, mas eu prometo que vou conseguir perceber o que se passa.
Escusado será dizer que gostaria de poder contar com a vossa ajuda pois quem ainda lê este blogue, é bem intencionado, mas percebe disto tanto quanto eu.
Peço imensa desculpa pelo incómodo, prometo ser o mais breve possível.

Por vezes, dá-me vontade.

Há pessoas que, muito francamente, vou ali e venho já. As pessoas tipo vou ali e venho já, são pessoas que vivem em função de si próprias e que têm a convicção de que todo o universo gira à sua volta. São pessoas que vivem na busca da sua satisfação, do seu comodismo e que, para conseguirem os seus objectivos, fazem uso de uma data de mecanismos ou atitudes que não respeitam uma sã convivência com os demais seres humanos. Exemplos pequeninos, há muitos, e hoje presenciei um desses: À porta da escolinha da minhoca mais velha há um parque para os papás pararem os carros e irem buscar as criancinhas, cheias de ranho. Como sempre, estaciono no dito parque, mesmo nestes dias de chuva. Claro que há sempre umas mãezinhas que param à frente do portão, em cima dos passeios ou em qualquer outro sítio, desde que estorve e esteja mais pertinho da porta. Claro que neste exemplo, eu vou logo pegar no lado preguiçoso daquelas mamás, que não gostam de mexer a bunda, que se vai tornando cada vez maior… de tanta inoperância. Claro que isto também não interessa mesmo nada para a minha felicidade, o que interessa mesmo é a minha capacidade de auto-controle para que a minhoca não tenha de ouvir um chorralho de palavrões, quando quero passar e não posso porque uma vaca daquelas decidiu meter o carro no pior sítio possível…

A vida podia ser bem mais tranquila e divertida.

Também posso dizer mal.

Que me perdoem os apreciadores. Mas não tenho pachorra nenhuma para ouvir hip-hop. Aquilo é uma coisa, que não se pode. É que nem as chamadas líricas se aproveitam. Limitam-se a desbobinar uma data de banalidades e lugares comuns, que eu fico com os olhos esbugalhados de tanto procurar a dita contestação, ou lá o que os autores acham que fazem. Esta minha abominação pelo hip-hop não tem nada de racista, pois os ritmos negros sempre foram a génese de quase tudo, e muito sinceramente, eu aprecio kuduro, que é negro, básico e sem grandes pretensões. E depois há aquela conversa de que os músicos se venderam, e coisa e tal, e que quem é mesmo bom é um tal de Valete (nem sei se é assim que se escreve) que eu já estou fartinho de ouvir, só porque aborda uns temas mais “ousados” vulgo, cenas sexuais… mas eu continuo sem paciência, não para as cenas sexuais, mas sim para esta juventude que embarca em cada coisa…
Pronto, já posso ser cruxificado

Sunshine.

Ele há coisas curiosas. Nasci e cresci no Porto. Actualmente resido na Área Metropolitana do Porto (tudo com letra grande). Sempre gostei de andar à beira-mar, de fazer praia até esturricar (coisa que já não se pode fazer), de furar as ondas com convicção (com tanta convicção que engolia litros de àgua e vinha com os calções cheiinhos de areia…), de ficar a assistir ao pôr do sol na areia (com tudo o que isso implicava…). Dá-me a impressão, e isto não passa de uma impressão, que as coisas eram todas mais naturais e que se podia ter um momento de verdadeiro sossego numa praia, ao contrário do que acontece hoje, em que as areias estão invadidas de pessoas que não respeitam nada, onde estamos sujeitos a levar com uma bolada nas trombas ou a aguentar com conversas interessantes… depois, como já não se aguenta estar na areia, vai-se até ao mar. Bem, no mar, a coisa pode complicar porque a multidão de surfistas é tal, que chega a incomodar e o perigo de levarmos com uma prancha na cabeça é real.
Por isso, o melhor mesmo, é ficar por casa, no quintal, a apanhar com o sol nas bentinhas, com a bela da mangueira ao lado (não é na mão, é ao lado) e de vez em quando refrescar-mo-nos, ao som de Carmel, por exemplo.

Sem título.

Às vezes dá-me para ser sério. Do género: tenho um problema nas unhas, que descolam, e tenho de fazer uma pesquisa intensiva na net para conseguir encontrar solução para isto. Outras vezes sou mais comezinho: aborrece-me o facto de a minha classe profissional ser tão mal vista e, acima de tudo, ser vista como a geradora de todos os problemas da educação. Claro que no meio deste maralhal todo há de tudo e muitas das manifestações verbais que fui ouvindo, só me deixaram envergonhado, mas isso é meter tudo no mesmo saco. Claro que estou de acordo com a existência de avaliações e outros mecanismos de controle da qualidade do ensino, pela simples razão que também sou pai e, sem hipocrisias, vou escolher muito bem a escola para onde quero levar as minhas filhas. Ponto final.
Mas o que me aborrece não é isso. O que me aborrece mesmo é a cruzada que está a ser feita contra os professores. Por acaso somos os causadores desta sociedade portuguesa ser uma merda? Porque não fizeram uma cruzada idêntica contra os funcionários das finanças? São eles que são incapazes de cobrar, controlar e punir os que fogem aos impostos, por exemplo. Ou porque não fazem outra cruzada contra os juízes, advogados e funcionários da justiça? Que está num estado miserável e que leva à descrença nas instituições. Ou porque não se lembraram de fazer outra cruzada contra os médicos, que só pensam no lucro, dinheirinho, cash, mesmo. Que jogam emocionalmente com o medo mais básico do ser humano, a morte.
Claro que, hoje em dia, as cruzadas se fazem quando há a certeza de que serão bem sucedidas e, para que tal aconteça, as opções são muito claras: ataca-se o lado mais fraquito, aquele que está mais de flanco, que tem umas boas nalgas e no qual se pode acertar uma valente palmada que faça, de preferência um belo de um shlappss. Para inglês ver.
Bater no ceguinho chateia-me, pronto, que é que eu hei-de fazer?