Arquivo de etiquetas: Autênticos momentos de felicidade.

Agarro-a pelos cabelos.

Já não bastava a minha senhora mandar em mim. Agora, ter um blogue em que se põe a mandar bocas palermas para mim, tipo, ai, estou farta de chuva, tirem-me daqui, socooorro, preciso de sol… só me dá mesmo vontadinha de exercer o meu poder de macho sobre ela e, e, e, e, e, bem, deixemos isso para depois, para não estragar a surpresa…

Escrever.

Escrever um texto, tem que se lhe diga. Tanto pode ser um momento de felicidade como de verdadeira chatice. Depende muito, como se costuma dizer na minha terra. Os seres humanos têm manias e, como tal, eu tenho as minhas. Eu gosto de escrever com uma caneta de bico muito fino, pois só assim a escrita me sai mais fluída e com gosto. Se por acaso não tenho uma caneta dessas à mão, mais vale esquecer porque não vou conseguir olhar para a minha letra, que é esticada e fina, pois não consigo suportar ver a minha letra mais arredondada. Bela mania, não? Por isso, passo a vida a comprar canetas de bico fino e a perdê-las. Tudo bem que são quarenta cêntimos cada caneta, mas já perdi a conta às que fui deixando pelo caminho durante este ano lectivo e, assim, não há orçamento familiar que aguente…
Outra forma de escrever, que tenho vindo a descobrir e a apreciar ultimamente, é o teclado do computador. É bastante diferente porque é uma actividade dupla. Não sei se acontece com toda a gente que escreve directamente no computador, mas a mim sucede-me sempre a mesma coisa: ao mesmo tempo que estou a teclar vou soletrando as palavras que estou a escrever, o que me parece bem, pois ajuda-me na acentuação e no sentido das frases. Não sei se esta é uma mania, mas se for, também é uma bela de uma mania.

Fried chicken.

Por vezes, mas só por vezes, gosto de me confessar. Claro que não é ao padre da paróquia, porque esse deve ter mais que fazer do que me estar a ouvir. É mais abrir o coração. Falar das minhas emoções, dos meus desejos, dos meus amores, das alegrias e das tristezas, enfim, desabafar um pouco sobre o que me vai na alma. Quando assim me sinto, costumo deslocar-me até ao centro do Porto, cidade invicta, e vou para o meio da confusão que a baixa costuma ter. É uma experiência única e aconselho a toda a gente, andar no meio das pessoas, que são aos milhares, a falar sozinho, como se alguém estivesse ao nosso lado. O engraçado é que ninguém nos ouve e raramente dão pela nossa presença, o que torna a experiência ainda mais enriquecedora, pois o processo de verbalização dá-se com toda a naturalidade e não temos que ouvir ninguém a opinar, com O, o que nos deixa uma margem muito razoável para conseguirmos perceber o que nos perturba.
Eu sei que estas coisas podem parecer um pouco desajustadas, mas é como tudo, vistas pela perspectiva correcta, até que são perfeitamente ajustadas.

YESSSSSSSSSSS.

Este fim de semana foi assim uma coisa a correr. Sem posssibilidade de ir à praia, porque o tempo esteve mesmo um gándánojo, ficamos por casa, com as atribulações que só as crianças proporcionam aos adultos, mas adiante, que isso agora também não interessa nada. No final da tarde domingueira, quando estava a arrastar um móvel que tem um giradiscos lá dentro, mais um rádio, também lá dentro, reparo que aquilo tem uma tampa para guardar qualquer coisa. Claro que a abri. O que é que se me deparou, lá dentro? Os discos de vinil que eu achava que me tinham sido surripiados… quando mudei de casa. Foi um autêntico momento de felicidade saber que ainda são meus e depois, depois regressei rapidamente à minha adolescência e por ali fiquei uns minutinhos, que a canalha não dá descanso. Já agora, esta é a segunda etiqueta que crio, só hoje.

A vida à segunda feira.

Segunda feira. É um dia sempre interessante. Não o será para toda a gente mas é o início da semana de trabalho e, como tal, há sempre qualquer coisa para começar a fazer. Hoje não será bem o caso. A turma está em fase de acabamentos dos animais que construíram. Estão a aplicar verniz, no exterior da sala, o que me permite ter algum sossego. Não é por nada, só é mesmo por não conseguir estar perto de produtos que contenham diluentes ou produtos químicos muito intensos. Tenhos os pulmões um bocadito estragados, dos exageros de outros tempos…
Mas voltando ao sossego. É uma maneira diferente de começar a semana pois geralmente a agitação é muita e não costumo sequer ter tempo para pensar, mas desta vez estou praticamente sozinho o tempo todo a ouvir a música, que a turma não costuma gostar, e a pensar na vida.

A todos um Bom Natal.

Há dias radiosos. Hoje é um deles, pelo menos para mim.
Sinto-me de bem com a vida, completamente bem disposto.
Ao contrário de outros dias em que me posso deixar abater um bocadito perante as dificuldades que surgem, desta vez (ou pelo menos, hoje) a coisa vai mesmo para trás das costas apesar de, se calhar, ter mais razões para me sentir sufocado, mas assim, assim, a vida é bem melhor.

Claro.

Hoje decidi levar uma gravata amarela. Talvez por ter começado mal o dia (o ser humano pequeno mais velho fez uma pirraça às sete da manhã) achei que devia deitar tudo para trás das costas e não há nada melhor para isso do que colocar uma gravata amarela, daquelas que ofuscam as “bistinhas”. Italiana, claro está.