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Let’s party.

Começou a festa, por todo o mundo. Os milhões de benfiquistas espalhados por esse mundo fora, podem finalmente festejar a possibilidade do benfica poder lutar por um lugar na Liga dos Campeões. Sim, os festejos começaram já e espera-se que entrem pela madrugada dentro. Segundo fontes ligadas ao clube vermelho, esta foi a única maneira de terem conseguido lá chegar, mas isso também não interessa nada, como também não interessa a péssima época desportiva (qual época?)…

Oh, pra mim.

Sim, esta é a minha cabeça, vista de cima. Uma vista privilegiada, portanto. Parece mesmo um melão. Por falar em melão. Eu é que estou com um melão, tipo melão da Austrália, por o fêcêpê ter perdido a final da taça. Que jogo tão fraquinho. Perdemos da maneira que perdemos… mas também não interessa nada. O que interessa mesmo é que o homem da risca ao meio continue a ser idolatrado, lá para aquelas bandas… pode ser que fique por lá mais uns anitos, o que só pode ser bom sinal.

A bola.

Para quem gosta da bola, da redondinha ou da perereca, o nosso país está, decididamente, cheio de opinion makers e treinadores de bancada. Claro que a clubite está entranhada de tal forma que é muito difícil conseguir algum discernimento nas abordagens que se fazem aos diversos assuntos que vão surgindo ao longo das épocas desportivas. Então nos blogues, a coisa descamba mesmo, sejam do fêcêpê, das águias ou leões, a quantidade de insultos que são visíveis nos comentários é mesmo aterradora. Não quero com isto dizer que todos os autores dos blogues e os respectivos comentadores sejam uns energúmenos e que se os virmos na rua não devemos atravessar para o outro lado, pois já li muita coisa boa, bem escrita e já me ri bastante com alguns comentários.
Isto tudo para quê? Para irem espreitar aqui. É uma visão nortenha da coisa, mas bem escrita e, por muito que custe a algumas pessoas, assente em análises bem estruturadas.

Tss, tss, tss, tss.

Por vezes fico perplexo com determinadas coisas que nos metem pelos olhos dentro. No intervalo de um jogo com uns russos e uns escoceses, que não interessavam ao menino jesus, fiz um zapping e parei logo na segunda tentativa… o que estava a dar era por demais tentador. Que me desculpem os benfiquistas deste país, mas com um presidente daquele calibre nunca mais lá vão das canetas. Eu não vi o início do elogio público que o homem estava a fazer ao Rui Costa, mas o que vi foi confrangedor, pois era tanta coisa boa e o director técnico ainda ia começar a trabalhar… só não vê quem não quer ver, e à primeira oportunidade o homem puxa-lhe o tapete ou espeta-lhe uma faca nas costas. Tudo bem que ninguém tem de ter o discurso afiado e na ponta da língua, por isso o homem teve de ler o discurso que lhe prepararam, mas ler para os presentes que estava com uma enorme alegria, com aquela cara de enterro, francamente…
Enfim, as pessoas são maiores e vacinadas e devem ter consciência das situações, mas custa-me ver o Rui Costa atirado às feras, pois é muito novo e falta-lhe traquejo, que foi bem visível logo na primeira pergunta que teve de responder… a ver vamos.

O poder da coisa.

Ele há coisas do outro mundo. Ontem, os benfiquistas (sensivelmente seis milhões de portugueses) prestaram uma última homenagem, enquanto futebolista, a Rui Costa. Sem dúvida um grande jogador de futebol, Rui Costa pouco fez pelo benfica, já que a sua carreira desportiva foi quase toda feita no estrangeiro… e, quando regressou, foi tido como o messias salvador, o que não se veio a concretizar porque tornou a não ganhar nada. O cómico disto tudo é que os benfiquistas esqueceram-se da péssima época desportiva que tiveram e parece que está tudo bem no reino dos céus. Pessoalmente, não quero saber se o homem tem ou não perfil para vir a ser director técnico só porque é um grande benfiquista (o famoso barbas também o é…), mas o que me cansa é esta histeria toda à volta deste assunto, o que revela várias coisas: que vivemos num país que não tem outros assuntos mais importantes para serem discutidos; que o benfica é realmente um grande clube que mexe com a sociedade portuguesa; que não se premeia e não se reconhece quem tem mais valor, neste caso o fêcêpê, que foi o justo campeão, mas isso também não interessa nada.

Que mais se pode dizer?

Sou sincero. Nunca esperei chegar a este ponto. Ver uma descomunal campanha em todo o país para que o Fêcêpê ganhasse ao Guimarães deixa-me perplexo. Este desejo, esta vontade, esta necessidade e o prazer com que benfiquistas e sportinguistas se manifestaram, deixa-me com um sorriso de orelha a orelha. Não estava à espera… para todos eles, o meu muito obrigado e um bem hajam.

Viva o Fêcêpê.

Depois desta aventurança, que foi pintar uma parte da casa, reparei que tenho andado meio desligado de tudo, ou quase tudo, porque deu para reparar que o Fêcêpê comemorou mais um título, para variar. Apesar de muita gentinha achar que não, este ano a diferença foi tão grande, mas tão grande, que nem há palavras para acrescentar qualquer coisita. Assim também é um desconsolo… não fica ninguém com aquela sensação de frustração por perderem um campeonato por poucochinho… desses é que eu gosto. Dá sempre gosto ver uma cidade pequena, com um clube pequeno, a ganhar àqueles que detêm o poder e que, do alto do seu pedestal, se julgam superiores aos pacóvios da província. Deixá-los pensar assim, e se assim continuarem, assim continuarão a perder.

Ai, que tristeza.

Para os amantes (sim tenho um amante) do Fêcêpê, ontem foi um fim de dia triste. Ninguém estava à espera do que aconteceu. Eu, que até nem acredito nessas coisas, antes de ir para o jogo fiz uma marquinha na mão para não me esquecer de fazer o amor, quando chegasse a casa depois do jogo (pois, com a excitação podia-me esquecer) mas a tristeza foi tanta que pedi desculpa à minha senhora (com a voz rouca de quem passou o jogo a berrar) e botei-me a dormir…

Um copy e paste, no regresso da gripe.

Ligações

JORGE MAIA

O Ministério Público decidiu arquivar o processo relativo às agressões de que foi alvo Ricardo Bexiga, aquele que era o único inquérito-crime por concluir da Equipa de Coordenação do Processo Apito Dourado. O arquivamento deveu-se, alega o Ministério Público, à falta de provas que fundamentem a acusação, e isso apesar de Carolina Salgado ter assumido a autoria moral do crime, ao confessar ter contactado as pessoas que deviam concretizar a agressão. Apesar disso, apesar da confissão de Carolina Salgado, foi impossível identificar os autores do crime que agiram encapuzados. Ou seja, apesar de Carolina Salgado ter confessado ser autora moral de um crime, contactando as pessoas que deveriam agredir Ricardo Bexiga, o Ministério Público não foi capaz de reunir provas suficientes para avançar com o processo, o que, na minha opinião de leigo, não abona muito a favor da capacidade de investigação do Ministério Público. Quer dizer, se nem com uma confissão do autor moral se consegue construir uma acusação, estamos mal. Por outro lado, é evidente que, se o processo avançasse normalmente, a Equipa de Coordenação do Processo Apito Dourado corria o risco de perder a sua testemunha-chave. A mesma que justificou a abertura de mais uma investigação a Pinto da Costa por alegado branqueamento de capitais e fraude fiscal. Como dizia alguém, isto anda tudo ligado…