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Ainda não sei.

Mudar de vida tem sido o tópico que ultimamente tem afectado a minha própria vida. Tenho já em vista algumas soluções. Uma delas passa precisamente por rentabilizar os meios que actualmente disponho, nomeadamente a bela da Scarabeo. Claro que se for esta a alternativa escolhida, terei de pensar em adaptar um atrelado, que esteja de acordo com a bela Scarabeo, de maneira a não sujar o belo do assento em pele.

A bela da Scarabeo.

Nunca tive muita pachorra para aquele pessoal que lava o carrinho ao domingo à tarde. Sou daqueles palermas que acham que os carros não são para cuidar. Que servem um propósito e nada mais. Penso que está bem pensado, pelo menos na minha forma de estar na vida. Normalmente, a minha viatura familiar, vai-se acumulando de papeis, brinquedos, recibos da gasolina, garrafas de água vazias… and so on… até que, de repente, a minha senhora se irrita com aquele acumulado e, záz, faz uma limpeza geral. Foi isso que aconteceu hoje, mas só que teve uma nuance. Estava eu, perplexo, a assistir à limpeza da viatura familiar, quando se me dá uma coisinha má. Olhei para a bela da Scarabeo, estava toda sujinha, cheia de mosquitos colados, lama agarrada e mais uma mão cheia de porcarias, e achei que devia fazer qualquer coisa. Parece impossível, mas é verdade, pus-me a lavar a bela da Scarabeo. Pela primeira vez na minha vida esmerei-me a puxar lustro e o resultado foi bastante satisfatório pois no final estava tão lustrosa como quando peguei nela pela primeira vez para a trazer para minha casa. Claro que não deverá ser uma experiência a repetir, pelo menos tão cedo, não sei porquê.

Aí vou eu.

Vale sempre a pena, nem que seja neste estado. Tão exaurido da vida. A bela da scooter vale sempre a pena, e consome tão poucochinho… e depois, aqueles passeios, pelas estradas de portugal, sem pressas, sem stresses, só quem anda mesmo na bela da scooter é que consegue perceber o que eu estou para aqui a dizer.
Esta fixação toda para quê? Para dizer que vim agorinha da beira-mar e vou para a manifestação contra o aumento dos combustíveis.

Não se percebe.

Esta minha amiga enviou-me esta foto. Diz ela que estava na praia, no Alentejo, o que eu acho esquisito pois lá para baixo o tempo não me parece que esteja para brincadeiras, no entanto, o que a levou a enviar-me o mail, diz ela, foi o facto de ter passado na praia uma manifestação contra o aumento dos combustíveis. Vai daí, ela correu a meter-se na manifestação, foi com tanta vontade que até se esqueceu que ia com o baldinho, o de fazer castelos. Eu também estou contra o aumento dos combustíveis e se houvesse uma manifestação dessas, cá pelo norte do país, e eu estivesse na praia, também posso jurar que ia.

Necessidades.

Continuo sem perceber o porquê das pessoas não aderirem às Scooters. A gasolina está continuamente a subir. As nossas estradas são uma valente bosta, de tão entupidas estarem, com carros (vulgo enlatados) por tudo o que é sítio, sem lugar para estacionar, ou então a pagar… pessoas histéricas com o trânsito e proferirem constantemente palavrões agressivos (se ao menos não fossem agressivos) e tudo podia ser mais razoável. Isto tudo porquê? Porque o MANO CONTINUA EM ITÁLIA que é onde há mais quê? Scooters! Ele anda aparvalhado com uma data de coisas… compreensivo, mas uma delas (pelo menos daquelas que se podem contar) é a mobilidade que existe nas cidades italianas e isso fica a dever-se a quê? Scooters! Não é mania minha, é apenas uma constatação de uma realidade que só não vê quem não quer ver. E só de me lembrar da não aplicação da directiva europeia que permite que os possuidores de carta de automóvel possam conduzir uma 125 cc, não é cá aplicada porque os senhores políticos gostam mais de andar de mercedes (passe a publicidade) até fico nervoso. Fico tão nervoso… que pego na minha bela Scarabeo e vou dar uma volta até ao supermercado, comprar uma hortaliça.

A importância da Scooter.

Hoje apetece-me falar de Scooters. Não sei muito bem porquê. Talvez por me ter apercebido que afinal só vou mudar de escalão em 2010, por me terem sido retirados três anos de serviço, para efeitos de progressão, o que se revela injusto, pois já não bastava o facto de ter ficado estes três anos a receber muito menos, mas isso é outra conversa. Por isso, phalo de Scooters. Não que me sinta mais macho, por ser utilizador de Scooters, ou até menos macho por andar numa acelera… Podia sempre optar por uma coisa daquelas de duas rodas que implicam dizer caralhadas e coçar os tomates (peço desculpa pela insensibilidade…) mas não, não quis, nem podia optar por uma coisa dessas. Não faz mesmo o género e, nesta altura de desilusão com o meu trabalho, apenas me posso contentar com o facto de ir montado em cima da minha bela Scarabeo para o trabalho, pois quando lá chego… fico mortinho por tornar a montar nela… para vir para casa. Aiás, se pudesse não saía de casa. Aliás, se pudesse era mesmo e só dona de casa. Cuidava das filhas, da casa, das compras e depois dava para a mulher, como ela quisesse e da maneira como quisesse… Era bom, não era?

Ui.

Não me apetece mesmo nada… ir trabalhar. Tenho as costas novamente feitas num oito. Estou desconfortável e com vontade de me pôr a dormir, mas não posso mesmo faltar… estamos quase a chegar ao fim do período e as avaliações começam a apertar. Lá terá que ser.
O que me vale é que está bom tempo e lá vou eu montado na bela Scarabeo, com a falta de cabelo ao vento…
Valha-me isso.