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ChicaChó.

Estou a tornar-me um pouco repetitivo, mas ser pai… não é nada fácil. Então quando se tem duas filhas teimosas como as mulas… não é nada fácil, mesmo! Dá-me vontade de as esganar e a arte de contar até dez, baixinho, muito baixinho, tem o seu quê de interessante e muito construtivo, como eu nunca pensei. Eu acho mesmo, com convicção, que devemos ser firmes em determinados aspectos, mas também estou a aprender que devemos ser mais inteligentes na forma como pretendemos fazer passar o que queremos. Esse é o meu verdadeiro desafio, pois passar-me dos carretos, não leva a nada.

Gostava, mas não consegui.

Isto hoje está difícil, para a frente e para trás, por isso, voltando atrás… dá para perceber o quê, da imagem? Que este é que é o belo do ipod, com as belas das colunas. E onde foi esta foto tirada? Na maravilhosa e internacional praia de Lavra, no passado fim de semana, o tal que esteve uma brasa. Faz toda a diferença estar na praia a ouvir música. Até as minhocas brincam mais calmamente ao som das remisturas de música italiana, da editora irma (para quem conhece, um must, para quem não conhece, devia passar a conhecer) e não é possível ficar indiferente a estas coisas ou estas. Claro que estas músiquinhas não têm nada a ver com as que se ouviram, que são La Douce, mas como não sei onde as ir buscar, paciência, ficaram essas duas.

Com tudo isto, fico assim.

Segundo dia de calor, segunda ida à praia. Não sei o que se passa com este tempo, só sei que tem sido um espectáculo, com as minhocas de um lado para o outro, os banhos no mar gelado, o sheik no belo do ipod, os cereais de chocolate, os castelinhos de areia, novamente os banhos das minhocas, a mulher que não pára de ler, a mulher que continua esticada na toalha a ler, os pescadores com umas canas espetadas na areia. Um espectáculo.

Sim, fomos giboiar para a praia.

Sim, eu sei. Estou com um ar meio palerma. Mas foi no intervalo dos afazeres domesticos (o teclado nao da acentuacao) no meio da praia… na fantastica, maravilhosa e internacional praia de Lavra… Sim, porque hoje fomos a praia. Esteve um tempo muito bom e, se nao fosse o protector solar, apanhavamos mesmo um escaldao.

Ela tem destas coisas.

Por outro lado, a minhoca mais velha tem esta facilidade em me tirar fotografias que só me favorecem. Está dentro dela, esta amizade pelo pai, esta necessidade de o proteger dos olhares mais incautos. Foi tirada no meu recente quadragésimo sétimo aniversário, de boa memória. Não pode ter uma máquina fotográficas na mão que aquilo é um desassossego.

As três lindas.

Não há nada como acordar com os beijinhos das minhas meninas todas. Então num dia de aniversário é que é bom. Não sou muito dado a aniversários e a festas de aniversários e isso começa a notar-se uns dias antes. Começo a andar mais tenso. Pura estupidez, mas faz parte do meu historial. Fico meio encabulado com as manifestações de carinho que têm comigo. Mais uma vez, estupidez, pois devia ficar contente. E fico. Só não sei muito bem é lidar com isso. De qualquer maneira, estou feliz por poder passar mais um dia na companhia de quem gosto e lembrando sempre aqueles que estão mais longe e que também fazem parte da minha vida.
Para as minhas lindas, um beijinho muito especial.

C……s me f….

Não queria dizer que hoje foi um dia para esquecer, mas quase.
Alguma coisa está mal, no reino dos céus. Eu esforço-me, a sério que me esforço, mas o resultado é escasso e, pior ainda, desanimador. Hoje sinto-me o pior pai do mundo. Acredito que as pessoas, quando nascem, não estão ensinadas, mas porra, já tenho quarenta e seis anos e ainda não sei como se faz. É um bocadinho de mais. As crianças tiram-nos do sério e isso, é grave, muito grave. Não que eu faça questão de ser sério, muito pelo contrário, a minha imagem é a de muito pouco sério, mas quando se trata de crianças, das minhas, então a coisa deixa-me preocupado. Por uma coisa muito simples. Já lidei com muitas situações adversas, algumas duras mesmo, e sempre mantive a calma, e agora chegam uns pirralhos que me dão a volta e me fazem perder a paciência.
É muito triste.