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Valentes lambidelas nas costas.

Hoje está-me dar para os gatos, não sei muito bem porquê, até porque tenho cá em casa dois fox terriers que gostam muito de lhes dar umas trincas, o que me impossibilita de os ter por cá, mas adiante, que se faz tarde. Como muita gentinha, eu também gosto, preciso e anseio por um pouco de conforto. Neste caso, de um pouco de calor, de sol mesmo, senão acho que me vou tornar ainda mais insuportável, do que já ando. Claro que tudo isto não passa de um grande disparate pois se não tivermos todos uma dose de paciência muito grande, disparam os índices de criminalidade do país e lá se vão as estatísticas no nosso querido pinóquio.

Quando se viram para mim…

Por vezes, mas só por vezes, tenho alguma dificuldade em lidar com multidões. Pequenas multidões, como seria de esperar pois não sou propriamente um líder partidário, ou dirigente desportivo, ou outra coisa qualquer ainda pior. Mas por vezes lido com pequenas multidões. E é nestas situações que me torno uma faca de dois gumes. Tanto se me dá para ser eloquente, o que fica sempre bem, como se me dá para ser extremamente reservado, o que também fica sempre bem. Portanto, e posto isto, não se percebe a razão da dita dificuldade em lidar com multidões. Assim, sem outra explicação, não se percebe, a não ser que eu acrescente um pequeno pormenor. Esse pormenor, de tão pequenino, pode parecer insignificante, mas não é. Pois é. A coisa torna-se complicada quando deixa a esfera do geral e se vira para mim, para uma esfera mais particular. Eu, que até gosto de esferas, não gosto mesmo nada é que me elogiem em público. Fico constrangido e perco facilmente o norte, ou seja, fico desnorteado.

Novamente um pretexto.

Como sigo de perto as novidades que vão aparecendo num dos blogues que mais gosto de visitar, decidi ir espreitar à última sugestão de mestre Bitaites. Trata-se de um site cheiinho de papeis de parede e eu escolhi este. Queridinho. Agora dá-me para estas opções. Claro que sou influenciado, inconscientemente, pelas vivências gráficas das minhas minhocas. O que, diga-se de passagem, não é nada desagradável e é um tipo de grafismo que eu também acho piada. Para já, tenho consciência deste tipo de opções, o meu medo, mesmo, é quando já não conseguir perceber o resto…

Allô…

A saga do Pai Natal continua… agora versão laboral… mais propriamente acabadinho de chegar da escolinha. Embora não pareça, devido ao ar carregado (de sono, mesmo), eu estou de fim de semana… prolongadíssimo… quase sem fim. Vai ser por estes dias que eu vou, finalmente, pôr esta casa em condições. Por falar em Pai Natal, brevemente vou mudar o meu visual. Vou fazer umas plásticas e vou ficar irreconhecível. Ninguém se acredita, mas quando me virem novamente… vou perguntar: quem é?

Coisas.

Esta versão Pai Natal já está a meter nojo. Mas tinha que a registar, para mais tarde recordar. Não sei lá muito bem porque é que deixei crescer a barba. Fico mais homem, o que é estranho, pois sou um menino.
Provavelmente, amanhã, apresento outra versão do mesmo personagem, espero eu.

Sincero.

Enquanto estou a fazer tempo (estou à espera que me liguem da oficina para me dizerem que o carro está arranjado e que tenho uma pipa de massa para pagar) vou navegando, mais propriamente surfando (não é na tal praia) na net.. e dei de caras com isto que eu nunca julguei que existisse. Eu sabia que hoje em dia as pessoas têm uma consciência maior dos problemas relacionados com a natureza e fico muito feliz por levarem tudo muito à letra, como se costuma dizer, por isso, um grande bem hajam.

Eu tento.


Por acaso esta foto já tem quinze dias, mas podia ser perfeitamente actual (de hoje, mesmo) só não o digo porque a sala ainda está azul, quando na realidade está cereja e ôcre, mas adiante, o que eu queria mesmo dizer é que cheguei a casa, vindo do tal café junto à praia, e como continuo sem placa não tinha nadinha para comer. O que é que se faz quando não se tem nada para comer? Pois claro, bebe-se. Assim dito, parece um bocadinho mal, pai de família, a meio da tarde, sem nada para comer, põe-se a beber, tsh tsh tsh, mas que havia eu de fazer? um assado? um bolo? não foi isso que me pareceu, na altura. Peguei num naco de presunto de Chaves e pus-me a comer. Só que aquilo é puxadinho, dá cá uma sede e pronto, foi assim que tudo começou. Eu ainda tentei dizer não, para trás, mas não consegui.

Pode?


Sim, eu sei, posso induzir as pessoas em erro, mas não é essa a minha intenção. Simplesmente apeteceu-me ir tomar um café, junto à beira mar, já que vem aí mau tempo… e estava eu muito descansadinho, a tomar o meu café e a ler o meu livro novo “As benevolentes” gentilmente oferecido pela minha estremosa esposa no meu dia de aniversário, quando me aparece esta personagem, amiga minha de longa data, vinda das areias e que me deixou surpreso, pois muito sinceramente, não estava à espera de a encontrar ali. E coisa e tal, diz-me que anda a aprender mergulho, e eu e tal, a olhar para o fato de mergulho, a pensar, estás-me a mentir… mas ela, que não, agora aprendia-se assim, no contacto directo com a natureza. Não deu para acreditar, claro, a natureza não está nada para estas coisas, enfim, acabei o meu café, pedi imensa desculpa e retirei-me para os meus aposentos, mas a pensar que se calhar não era má ideia ir com a minha senhora aprender a mergulhar, já que vou aprender a dançar, num festival chamado Andanças, em Agosto, pode?